Terminou no começo da noite desta quarta-feira (22) a audiência de instrução e julgamento do caso da estudante de arquitetura Iarla Lima, morta em 19 de junho de 2017 na Zona Leste de Teresina. O acusado do homicídio é o ex-militar do Exército, José Ricardo da Silva Neto, namorado da vítima à época. A pedido do Ministério Público do Piauí (MP-PI) o juiz Antônio de Reis Noleto concedeu 10 dias de prazo para defesa e acusação se manifestarem.

José Ricardo da Silva Neto não respondeu a perguntas do promotor. “Ele só respondeu as perguntas do juiz. Se recusou a responder as perguntas do Ministério Público. É um direito de ficar calado”, disse o promotor Ubiraci Rocha.

Decisão do juiz sobre júri popular não tem data

O próximo passo do processo é a apresentação de argumentos de acusação e defesa. “Cada parte tem 20 minutos para fazer a sustentação oral, mas como foi uma audiência cansativa e como se trata de um processo de certa complexidade para caracterizar a conduta dos acusados em relação às vítimas o Ministério Público fez um requerimento para apresentar memoriais por escrito”, explicou o promotor. A decisão do juiz Antônio Noleto sobre a pronúncia por júri popular ainda não tem data para ser divulgada.

Ubiraci Rocha se mostrou confiante que o ex-tenente do Exército seja julgado pelo Tribunal do Júri pelo feminicídio de Iarla Lima e duas outras tentativas de homicídio. “Certamente pelo que foi colhido ele será submetido a julgamento por júri popular”, afirmou o promotor.

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